quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A necessidade da regeneração....

Minha reflexão hoje é sobre a natureza caída do homem. Sinto necessidade dessa reflexão pela própria vivência de igreja, percebo que no fundo, nas nossas reuniões e nos nossos ajuntamentos, cremos que a salvação parte de nossa simples escolha. Deus ofereceu e, portanto, o homem pode querer ou não.
Muitos que tem essa visão, e digo, aqueles do meio reformado, pois tenho visto isso no meio reformado, não entendem que é uma perspectiva teológica e, que, por falta de estudo, acham ser a simples visão do evangelho.
O que vejo no evangelho é  a certeza da queda e separação total do homem e que o homem carnal não pode, sem a interferência do Espírito, entender as coisas celestiais. Portanto, mesmo que o evangelho não anule o homem, pelo contrário, o coloca novamente no projeto original de humanidade, deixa-nos muito claro a necessidade de regeneração.
O homem, para poder fazer as escolhas corretas, só pode fazer isso a partir do toque e da ação do Espírito Santo. Pois é Ele que convence o homem!

Deixo aqui parte de um texto de Spurgeon sobre a regeneração retirado do site :
http://www.projetospurgeon.com.br/2012/01/a-necessidade-da-regeneracao/

"Mas o que é nascer de novo? Eu já disse que eu não posso explicar como o Espírito de Deus opera sobre os não-regenerados, tornando-os em novas criaturas em Cristo Jesus. Eu sei que Ele geralmente opera por meio da Palavra – através da proclamação da Verdade do Evangelho. Podemos afirmar que Ele trabalha na mente humana de acordo com as leis da mente, primeiramente iluminando o entendimento. Ele então controla o juízo, influencia a vontade e muda os afetos. Mas, acima de tudo, podemos descrever que há um poder maravilhoso que Ele exerce e que deve permanecer entre os mistérios insondáveis, mesmo que nunca possamos compreender. Esse mesmo poder produz um efeito maravilhoso que transforma o homem em um novo homem, como se ele tivesse voltado à sua insignificância nata e nascido de novo em uma esfera superior! Uma nova natureza é criada dentro dele, embora a velha natureza não seja totalmente erradicada. Ela acabará sendo destruída, mas ela não é destruída inicialmente. Então, uma nova natureza nasce dentro deste novo homem, uma natureza que odeia o que a velha natureza amava, e ama o que a velha natureza odiava -  uma nova natureza semelhante (cosanguínea) à Natureza de Deus! Veja essa maravilhosa frase encontrada na segunda epístola de Pedro: “para que por elas vocês se tornassem participantes da natureza divina” (II Pedro 1:4). Em sua primeira epístola, Pedro escreve: “vocês foram regenerados, não de uma semente perecível, mas imperecível, por meio da palavra de Deus, viva e permanente.” (I Pedro 1:23). Essa semente viva é plantada dentro de nossos corações, então ela começa a crescer, “primeiro o talo, depois a espiga e, então, o grão cheio na espiga” (Marcos 4:28). O novo nascimento é a implantação dessa semente da vida dentro da alma – é a criação de uma vida nova, Divina e imortal dentro de nós. Nós devemos ter essa vida ou, então, não poderemos ver ou entrar no Reino de Deus."

Só A Deus seja a Glória!

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Portanto...

Portanto...
Várias vezes encontro essa expressão em textos de Paulo, Pedro, Tiago e em todo Novo Testamento. Geralmente essa palavra é colocada no final das cartas como testemunho da realidade em que vivemos. Ou seja, por sermos salvos, por estarmos vivendo o processo de santidade, por podermos ter certeza de nossa salvação e por estarmos seguros no Seu amor temos um compromisso de vivermos de acordo com a nossa nova natureza.
Em Efésio, no capítulo 5, Paulo inicia suas considerações finais com PORTANTO, mostrando que pelas razões exposta até aquele momento de tudo o que Cristo fez por nós e esta fazendo em nós, devemos viver de forma a expressarmos essa realidade.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

A Experiência da Graça e seu entendimento.

"...que chegou até vós, como também, em todo o mundo, esta produzindo fruto e crescendo, tal acontece entre vós, desde o dia que ouvistes e entendestes a GRAÇA DE DEUS NA VERDADE;" Colossenses 1:6

Ariovaldo Ramos, citando um pensador, diz que a Graça é um dos princípios evangélicos mais complicados de se entender, não por sua complexidade, mas sim, porque questiona nosso senso de justiça.
A maioria dos evangélicos já ouviu sobre a graça e, inclusive, cantamos muitas vezes sobre ela. Mas, quando passamos para o dia a dia, nas nossas conversas de bastidores e no lidar com nossas culpas e medos, percebesse que apenas ouvimos sobre ela.
Paulo fala que a Graça em toda a sua verdade produz fruto, nos faz crescer. Ele iguala a mensagem do evangelho ao termo "graça de Deus na verdade". O evangelho é a graça de Deus.

O escritor da carta aos Colossenses diz que desde o dia em que "ouvistes e entendestes" eles passaram a usufruir dos benefícios conscientes dessa graça. Por que? Porque a graça ela é muita mais profunda do que o recebimento imerecidos dos favores de Deus para a nossa salvação. Todos os homens por seus atos e escolhas, digo TODOS, inclusive nós que confessamos a Jesus, deveríamos receber a justiça de Deus, deveríamos receber os méritos de nossas escolhas equivocadas, deveríamos receber a morte. Mas, por sua infinita misericórdia e Graça, recebemos a possibilidade de existir. Isso mesmo! A possibilidade da humanidade existir esta relacionada a graça de Deus, pois Ele faz chover tanto sobre justos como injustos.

A compreensão dessa graça nos faz entender as boas dádivas de Deus a todos os homens (Tiago)!

Por isso, não só sobre nós, mas sobre todos os homens a misericórdia do Senhor se renovam a cada manhã.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Resgate quebra tudo!

Assistam essa entrevista com os irmãos da Banda Resgate!

Clic na imagem e veja uma ótima entrevista


https://www.youtube.com/watch?v=vgjGksjb7D0#at=628


Pentecostais, neopentecostais e reformados - Para começar um bate papo

Você que é de confissão evangélica, ou se diz evangélico, não sei se sabe, mas poderíamos diferenciar três grupos básicos dentro desse movimento. Hoje já não podemos mais de defini-los pela instituição que participam (igreja) e, sim, pela forma e conteúdo de sua espiritualidade. Cada grupo desses pode ser ainda divido para um melhor entendimento.


  • Neopentecostais: poderiam ser definidos por uma espiritualidade experiencial, ou seja, a experiência e o "sentir" é o que evidência sua fé e aquilo que é valido. Mas, principalmente, uma espiritualidade baseada na figura de alguém (é só ver os nomes nas placas) que se torna seu líder espiritual, "pai" espiritual. Sua espiritualidade depende não do que a história da Igreja defende e o que foi construído no passado, o que importa é a nova unção, o novo mover, a nova visão, os mistérios novos revelados.



  • Pentecostais: Os pentecostais são definidos principalmente pela "experiência do Espírito", creem que além do novo nascimento o cristão passa por uma outra experiência chamada de Batismo com o Espírito Santo. Sua experiência cristã é recheada de manifestações extraordinária (mesmo que em meu entendimento sejam muito mais subjetivas do que reais) dos dons espirituais, o que muitos chamam também de carismáticos. Mesmo assim, os cristãos pentecostais tem um profundo respeito pela Escritura Sagrada e evidenciam ainda o tema da santidade cristã (mesmo que muitas vezes de forma legalista).



  • Reformados: Cristãos que buscam na história da Igreja e, principalmente na Escritura Sagrada, a base para sua experiência de fé. São geralmente tratados pelos outros grupos como pessoas de espiritualidade fria e incrédulos, por não levarem em consideração a experiência sem a reflexão bíblica, já que as entendem como subjetiva. 


Há um tempo atrás poderíamos dizer que batistas, presbiterianos, luteranos, congregacionais fossem reformados, mas hoje infelizmente não. Muitos sequer entendem a dimensão da graça e da salvação, outros nem manejam bem o texto sagrado.

SEGURANÇA ETERNA E PASSAGENS PROBLEMÁTICAS


 O estudo abaixo é da Way of Life Encyclopedia of the Bible & Christianity, copyright 1994.

 A segurança eterna é a confiança, baseada na Bíblia, de que todo nascido de novo tem perfeita, completa e eterna salvação em Jesus Cristo. Logo que um pecador recebe Cristo, ele possui completa e infindável salvação. Ter Cristo é ter uma posição segura diante de Deus (1 Jo. 5:10-13). “10 Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu. 11 E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. 12 Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. 13 Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus.” (1Jo 5:10-13) Embora a Bíblia não use o termo “segurança” para descrever o relacionamento do crente em Cristo, ela não deixa dúvida de que o filho de Deus está eternamente salvo em Cristo. A segurança eterna se refere somente àqueles que são nascidos de novo através do arrependimento e da fé em Jesus Cristo. Não se refere aos hipócritas ou àqueles que estão meramente chapinhando nas coisas de Cristo. Os que caem permanentemente nunca nasceram de novo.

 COMO PODEMOS TER CERTEZA DE QUE OS VERDADEIROS CRISTÃOS SÃO ETERNAMENTE SEGUROS? 
 1. Por causa dos termos usados para descrever salvação: “vida eterna” (Jo. 3:16; 1 Jo. 5:11); “completa certeza” (He. 6:11; Col. 2:2); “firme consolação” (He. 6:18); “esperança...segura e firme” (He. 6:19). 

 2. Por causa do que somos.
 As frases seguintes estão no tempo presente; esta é a condição presente de cada verdadeiro crente (a) Perdoados (Ro. 4:7; 1 Jo. 2:12). (b) Justificados (Ro. 5:1,9; Tit. 3:7). (c) Reconciliados (Ro. 5:10). (d) Ressuscitados juntamente com Cristo (Ro. 6:3-6; Co. 3:1,2). (e) Para sempre filhos de Deus (Ro. 8:15; Ga. 4:4-7; 1 Jo. 3:1). (f) Santificados em Cristo (1 Co. 1:2). (g) Nova criatura (2 Co. 5:17). (h) Aceitos no Amado (Ef. 1:6). (i) Salvos (Ef. 2:8,9; 2 Ti. 1:9). (j) Luz no Senhor (Ef. 5:8). (k) Feitos idôneos para o Paraíso (Col. 1:12). (l) Completos nEle (Col. 2:10). (m) Cidadãos do Céu (Fl. 3:20). (n) Filhos da Luz (1 Th. 5:5). (o) Eleitos (1 Pe 1:2). (p) Nascidos de novo (1 Pe 1:2,23). (q) Santificados de uma vez por todas (He. 10:10). (r) Perfeitos para sempre (He. 10:14). (s) Passados da morte para a vida (1 Jo. 3:14). 

3. Por causa de onde estamos.
 (a) Na família de Deus (Ga. 3:26; 1 Jo. 3:2). (b) Trazidos para perto (Ef. 2:13). (c) Nos céus com Cristo (Ef. 2:5-6). (d) Transladados para dentro do reino do Seu querido Filho (Co. 1:13). 

 4. Por causa do que temos. 
(a) Vida eterna (Jo. 3:16). (b) Paz com Deus (Ro. 5:1). (c) Um Intercessor no Céu (Ro. 8:34). (d) Todas as bênçãos espirituais (Ef. 1:3). (e) Perdão dos pecados (Ef. 1:7; Co. 1:14; 2:13). (f) Selo do Espírito Santo (Ef. 1:12-14). (g) Acesso a Deus (Ef. 2:18). (h) Consolo eterno (2 Tim. 2:16). (i) Glória eterna (2 Ti. 2:10). (j) Redenção eterna (He. 9:12). (k) Misericórdia (1 Pe 2:10). (l) Um Advogado para com o Pai (1 Jo. 2:1-2). 

 5. Por causa do que é passado (a) Condenação (Jo. 5:24). (b) A lei do pecado e da morte (Ro. 8:2). (c) Morte e ira (Col. 3:3; Ro. 6:11; 1 Ti. 5:9). (d) Noite e trevas (1 Ti. 5:5). 6. Por causa do que nos foi prometido (a) Nunca pereceremos (Jo. 10:27-28). (b) Nunca morreremos (Jo. 11:26). (c) Receberemos da glória de Deus (Ro. 5:2). Isto fala da Glória do Reino de Deus. (d) Seremos salvos da ira (Ro. 5:9). (e) Gloriosa liberdade dos filhos de Deus (Ro. 8:21). (f) Redenção do corpo (Ro. 8:23-24; Fl. 3:21). (g) Predestinados a sermos conforme a imagem de Cristo (Ro. 8:28-29). (h) Não podemos ser separados do amor de Deus (Ro. 8:31-39). (i) Deus nos confirmará até o fim (1 Co. 1:8). (j) Aquele que começou em ti a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Jesus Cristo (Fl. 1:6). (k) Apareceremos juntamente com Cristo, na Sua glória (Col. 3:3-4). (l) Libertos da ira por vir (1 Ti. 1:10). (m) Não indicados à ira mas à salvação (1 Th. 5:9). (n) Herança eterna (He. 9:15). (o) Herança incorruptível (1 Pe 1:4). 

 COMO SABEMOS QUE ESSAS BÊNÇÃOS NÃO PODEM SER PERDIDAS? 
 1. As bênçãos da salvação não podem ser perdidas por causa da natureza da salvação: (a) A salvação é eterna (Jo. 3:16,36). (b) A salvação é uma possessão presente (Ro. 5; 1 Pe 2:24-25). (c) A salvação é por imputação e substituição (2 Co. 5:17; Ga. 2:20; He. 9:10; Ro. 3:24). (d) A salvação é posicional (Ef. 1:3 -- "em Cristo"; Ro. 6:7; Col. 2:10; 3:1-4,12). (e) A salvação não é por mérito humano; é um presente da graça de Deus que não pode ser confundido com nossas obras (Ef. 2:8-9; Tit. 3:3-7; Ro. 3:19-28; 4:4-5; 11:6). 

2. As bênçãos da salvação não podem ser perdidas por causa dos resultados da salvação: (a) Vida eterna (Jo. 3:16). (b) Justificação (Ro. 5:1; 3:19-28). (c) Paz com Deus (Ro. 5:1). (d) Assegurada possessão da futura glória (Ro. 5:2; Col. 3:1-4). (e) Salvação da ira futura (Ro. 5:9). (f) Ressuscitados juntamente com Cristo (Ro. 6). (g) Transladados das trevas para a luz (Col. 1:12-14). 

 3. As bênçãos da salvação não podem ser perdidas por causa do ensino da eleição: a Eleição não elimina a responsabilidade humana (2 Te. 2:10-13; At. 13:46,48), mas a eleição promete segurança ao crente (Ro. 8:28-39; Ef. 1; 1 Pe 1:2-7).

 4. As bênçãos da salvação não podem ser perdidas pois a perda de boas obras envolve a perda das recompensas e oportunidades de ser frutífero, não a perda do relacionamento eterno com Cristo (1 Co. 3:15; Tit. 3:14; 2 Jo. 8).

 5. As bênçãos da salvação não podem ser perdidas por causa da união do crente com Cristo. O pecador crente é colocado “em Cristo” e permanece ou cai com Ele (Col. 1:14; Ef. 1-3 -- "em Cristo" mencionado 25 vezes; (He. 9:10; 1 Pe 1:18-23; 2:6,24-25). 

 A SEGURANÇA ETERNA SIGNIFICA QUE QUEM PROFESSA A CRISTO É SALVO, INDEPENDENTE DE DAR EVIDÊNCIA DE FÉ GENUÍNA ?
 1. Não, a salvação demanda arrependimento (Lc. 13:3-5; At. 2:38-42; 17:30-31). O arrependimento significa mudança da mente resultando em mudança de vida (2 Co. 7:8-11). A pessoa que nunca mudou sua mente sobre Deus, pecado, Cristo, a Bíblia, etc. e quem nunca evidenciou esta sua mudança de mente através de mudança de vida, nunca se arrependeu e nunca foi salvo. Os crentes de Tessalônica exemplificaram o arrependimento bíblico. Eles “se voltaram para Deus afastando-se dos ídolos, para servir ao Deus vivo e verdadeiro” (1 Tes. 1:9-10). 

 2. Não, a salvação requer um novo nascimento e o novo nascimento sempre muda a vida de um homem (2 Co. 5:17-21; Mt. 18:3-4; Jo. 3:1-18; 1 Jo. 3:10; 3 Jo. 11).

 3. Não, a salvação é evidenciada pela perseverança (Jo. 10:27-28; Col. 1:21-23; He. 3:12-14; 10:38-39; 1 Jo. :19; 3:3). Conforme essas Escrituras, aquele que é verdadeiramente nascido de novo perseverará em Cristo, ou pode ser melhor dito, Cristo perseverará nele!

 4. Não, a fé salvadora sempre produz obras (Ef. 2:8-10; He. 11:4, 7, 8; Tiago. 2:14-26). Se alguém afirma ter fé em Cristo, mas sua vida não reflete as obras de Cristo, esse não tem a fé bíblica. Uma profissão não frutífera não pode reclamar as promessas de Deus para a segurança eterna.

 A SEGURANÇA ETERNA IMPLICA NAS PESSOAS VIVEREM SEM CUIDADOS?
 A segurança eterna não implica nas pessoas viverem sem cuidados. A verdade é extremamente oposta. A Bíblia ensina que a graça de Deus realmente motiva os crentes a servirem a Deus com um coração grato (Ro. 2:4; Ef. 3:14-19; Tit. 2:11-14). Quanto mais o crente entende o amor insondável que Deus tem por ele em Cristo, mais ele quer agradar a Deus. 

 QUEM TEM A SEGURANÇA ETERNA?
 É importante ainda enfatizar o fato de que a doutrina da segurança eterna não promete segurança para ninguém que somente professe a Cristo. No estudo abaixo vemos que a Bíblia liga a eterna segurança apenas ao verdadeiro crente, aquele que nasceu de novo e o diferencia com o mero professante. Quem tem a segurança eterna:
 (1) Aqueles que permanecem na Palavra (Jo. 8:31,32).
 (2) Aqueles que seguem a Cristo (Jo. 10:27-28).
 (3) Aqueles que geram frutos (Jo. 15:2; Luc. 3:9).
 (4) Aqueles que são guiados pelo Espírito de Deus (Ro. 8:14-15).
 (5) Aqueles que nasceram de novo (2 Co. 5:17; Efé. 2:10; Ga. 6:15).
 (6) Aqueles que foram santificados, separados para longe de um modo errôneo de vida (1 Co. 6:9-11).
 (7) Aqueles que demonstraram sua eleição (1 Th. 1:4-10). 
(8) Aqueles que deixaram a iniqüidade (2 Ti. 2:19).
 (9) Aqueles que mantêm sua confiança em Cristo (He. 3:14).
 (10) Aqueles que têm uma fé individida & indivisível, convincente (He. 4:10,11).
 (11) Aqueles que evidenciam as “coisas que acompanham a salvação” (He. 6:9-12).
 (12) Aqueles que esperam a volta de Cristo (He. 9:28).
 (13) Aqueles que se mantém pacientes e firmes nas tribulações (He. 10:35-39).
 (14) Aqueles que estão na verdade e continuam na verdade 1 Jo. 2:19-21; 2 Jo. 1-2).
 (15) Aqueles que estão se purificando (1 Jo. 3:1-3).
 (16) Aqueles que amam seus irmãos (1 Jo. 3:14).

 QUEM NÃO TEM A SEGURANÇA ETERNA?
 (1) Os que professam mas não se arrependem (Lc. 3:7-14; Atos 26:20).
 (2) Os que tem mero consentimento intelectual (Jo. 2:23-25; Tiago 2:17-20).
 (3) Aqueles que têm fé conforme arbitram, só acreditando no que querem acreditar, ao invés de crerem no testemunho das Escrituras (Jo. 6:60-66).
 (4) Aqueles que têm zelo religioso afastado do evangelho (Ro. 10:1-4).

 SE O CRISTÃO DESOBEDIENTE NÃO PERDE A SALVAÇÃO, O QUE ACONTECE A ELE?
 (1) O cristão pecador está fora de comunhão com o Senhor e com o seu povo (1 Jo. 1:3-7).
 (2) O cristão pecador é ajudado e amado pelo Senhor Jesus Cristo (1 Jo. 2:1-2).
 (3) O pecador cristão é castigado pelo Pai (He. 12:5-11).
 (4) O pecador cristão perde irreparáveis oportunidades de servir e frutificar (Ef. 5:14-17; Mt. 9:36-38; 1 Th. 5:4-10). O pecador cristão pode ser perdoado, mas não pode recuperar as oportunidades perdidas e as feridas que causou por seus pecados.
 (5) O pecador cristão sofrerá perda no trono do julgamento de Cristo (1 Co. 3:11-15; 2 Co. 5:10; 1 Ti. 6:17-19; 1 Jo. 2:28).

 SEGURANÇA ETERNA E PASSAGENS PROBLEMÁTICAS
 Os seguintes comentários introdutórios oferecem uma base para lidar com “passagens problemáticas”. Primeiro, as poucas passagens que apresentam aparentes problemas com a doutrina da segurança eterna devem ser interpretadas cuidadosamente à luz do contexto. É fato que o Novo Testamento promete segurança eterna ao verdadeiro crente. 
 Eu não acredito que Deus não teria dado ensino tão claro e simples sobre a natureza eterna da salvação, somente para derrubá-lo com um par de passagens relativamente obscuras. Interpretamos as passagens menos claras à luz das claras como cristal. Este é um princípio de trabalho que, acredito, honra a Palavra de Deus, e é o modo adequado de lidar com esta Palavra.
 Falsos mestres, por outro lado, se comprazem em usar as [poucas] partes mais obscuras das Escrituras para derrubar as [muitas] partes claras. [Se comprazem em] interpretar qualquer das passagens que você mencionou dizendo que um filho de Deus nascido de novo pode perder seu caminho para a salvação em face de centenas de passagens claras das Escrituras.
 Quando o contexto de uma passagem Bíblica é claramente [indisputadamente] dirigido ao assunto da salvação [eterna], nunca há dúvida nenhuma sobre a segurança do crente. Segundo, um problema chave neste assunto é forçar a doutrina da insegurança para dentro de várias passagens. A isto se chama eisegesis (o homem forçar sua opinião externa [pré-escolhida] para dentro das Escrituras), em contraste com o método adequada de exegesis (o homem formar sua opinião a partir de dentro das Escrituras).
 Muitas passagens usadas para apoiar a idéia de que a salvação pode ser perdida nada absolutamente tem a ver com tal idéia, se a passagem for abordada sem idéias preconcebidas. Terceiro, muitos dos que ensinam segurança eterna o fazem de modo não bíblico. Falhar em enfatizar a necessidade do arrependimento, falhar em advertir o “professante” casual que professar fé não é o mesma que realmente possuí-la (de modo bíblico), confortar e partilhar segurança a um professante que não tenha evidência de regeneração, [tudo isto] é fazer injustiça à doutrina bíblica da segurança eterna.
 A Bíblia freqüentemente adverte sobre a possibilidade de parecer ter sido salvo, enquanto realmente estando perdido; sobre chegar perto da salvação sem realmente ter sido salvo.
 Aqueles entre nós que ensinam segurança eterna não devem ignorar os encargos solenes da Palavra de Deus tal como em João 8:47 e 1 Jo 3:10. “Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus.” (Jo 8:47 BRP) “Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo. Qualquer que não pratica a justiça, e não ama a seu irmão, não é de Deus.” (1Jo 3:10 BRP)
 Um exemplo é o ganhador de almas que lidera um descrente na “oração do pecador” após breve apresentação do “Mapa Romano para Salvação 1-2-3-4” então lhe dá garantia [de salvação] ali, naquele momento, antes de ter havido qualquer evidência de que a pessoa genuinamente nasceu de novo.

 Vamos agora a algumas passagens mais freqüentemente usadas para minar a segurança eterna: 

 MATEUS 7:21. “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” Isto não tem nada a ver com um crente perder sua salvação. Fazer a vontade do Pai não é certamente o caminho para o Céu. Isto é a evidência da genuína fé em Cristo. É a prova da regeneração. 

 MATEUS 8:11-12 . “11 Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus; 12 E os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.” Os “filhos do Reino” aqui são os judeus da nação de Israel. Um dos ensinamentos chave dos Evangelhos é a rejeição de Jesus Cristo por Seu próprio povo, os judeus. Várias vezes Cristo adverte e reprova os judeus e seus líderes, mas muitos deles O rejeitam. A primeira metade de Mateus, em particular, documenta esta temerosa situação. 

 MATEUS 25:1-13. “... 8 E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. ... 12 E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço. ...” A parábola das dez virgens foi dada no contexto da vinda de Cristo e do estabelecimento do reino de Deus em Israel (ver Mt 25:31-34). As virgens tolas não são verdadeiras crentes mas são descrentes que ouviram falar do retorno de Cristo mas não agiram a respeito. (1) Elas não tinham nenhum óleo (vv. 3,4), e o óleo é símbolo do Espírito Santo. (2) Elas esperaram até muito tarde para obter salvação (v.9). À luz de tudo que o Novo Testamento promete aos filhos de Deus, as virgens tolas TÊM que ser aquelas pessoas que não estão salvas. Interpretar isto de outra forma é jogar muitas das mais claras Escrituras para dentro de confusão. 

 MATEUS 25:14-30. “.... 24 Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; 25 E, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. ... 30 Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.” (1) O conceito do homem em relação ao Senhor mostra que ele é um homem perdido. Ele considera o Senhor “um homem duro” que colhe onde não plantou. É óbvio que ele não conhece o abençoado Senhor Jesus Cristo! O Senhor é exatamente o oposto de como este homem O descreve. Ele é doador de Graça e misericordioso e paciente e manso e longânimo de coração. Ele nos dá MUITO mais do que merecemos. O fato desse homem ser chamado de servo não significa necessariamente que ele é salvo. Os judeus são chamados os servos do Senhor, mas eles não foram todos salvos (Is. 43:10). (2) O destino daquele homem também mostra que ele é um homem perdido. Ele é jogado nas trevas externas, o que é uma descrição do inferno (2 Pedro 2:17; Judas 13). Em nenhum lugar nas Escrituras se diz que um filho de Deus está nas trevas externas. A Bíblia diz que os crentes são filhos da luz e não das trevas (1 Tes. 5:5). (3) Ainda mais, o choro e ranger de dentes são associados com a danação eterna e o inferno (Mat. 13:42,50; 22:13; 24:51; Lc 13:28). Não é sábio estabelecer doutrina apoiadas [somente] sobre parábolas. Cada Parábola tem um ponto central [que o único que deve ser seguramente entendido] e se você tentar entender cada detalhe da parábola você poderá ter todo o tipo de problemas doutrinários. 

 JOÃO 15:6. “Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem.” Esta passagem não diz que um verdadeiro crente será jogado no inferno. Ela diz que a pessoa que não prova ser um verdadeiro crente será jogada no inferno. Aqueles que ensinam que isso se aplica a um verdadeiro crente forçam tal interpretação para dentro da passagem. O resto do Evangelho de João torna este assunto muito claro. Considere João 1:12,13; 3:14-18,36; 4:14; 5:25; 6:37,40,47; 10:27-30; 11:25; 17:2,3; 20:31. Qualquer que seja, portanto, o significado de João 15:6, em referência ao filho de Deus, NÃO PODE significar que o verdadeiro crente será rejeitado e jogado no inferno. Isto tornaria as promessas de Jesus Cristo ao crente uma mentira. Cristo está se referindo aqui à diferença entre os crentes sinceros e os não sinceros; à diferença entre os verdadeiros e o falsos crentes. Ele menciona isso em outras passagens do Evangelho de João. Considere João 2:23-25 e 6:64. João 15 é uma advertência de que a evidência da verdadeira fé em Cristo é frutificar para Sua Glória.

 ROMANOS 11:19-23. “... 22 Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado. ....” Considere o contexto: Paulo não está se referindo ao assunto da salvação pessoal. Ele se refere ao assunto dos JUDEUS e seu lugar no programa de Deus. Paulo está falando no sentido geral sobre os gentios e sobre a nação judaica. Hoje Deus temporariamente voltou Sas costas aos judeus e está chamando, para fora das nações dos gentios, um povo que se chame pelo Seu nome. Chegará o dia em que Deus novamente se voltará para a nação judaica, a fim de cumprir Suas promessas a ela feitas. Os versículos 24-26 tornam isso claro. Paulo está falando em sentido geral, não no sentido pessoal. Uma leitura cuidadosa deste capítulo lustra isso.

 1 CORÍNTIOS 9:27. “Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.” O contexto aqui não é a salvação de Paulo mas seu serviço cristão [isto é, a usabilidade de Paulo no servir a Deus]. Paulo estava preocupado em não ser lançado de lado no sentido de ser como que colocado numa prateleira [para não ser usado] durante sua vida, ou que seu serviço fosse rejeitado ou reprovado no julgamento do trono de Cristo. A mesma palavra grega é traduzida como “rejeitado”. Paulo não estava com medo de estar perdido. Na mesma epístola ele ensinou que Cristo preserva o crente(1:7-9). O que ele temia era cair fora do chamado de Deus para sua vida. O contexto torna isto claro. Ele está falando sobre correr uma corrida e ganhar um prêmio. Confundir esta passagem com a salvação é um mal entendido sobre o evangelho de Jesus Cristo. A salvação não é uma recompensa por um serviço fiel. A Bíblia afirma claramente que a salvação é pela graça e a graça é a misericórdia de Deus livremente concedida sem a merecermos (Ef 2:8-9). Qualquer coisa merecida ou recompensada não é graça (Romanos 11:6). Por outro lado, após termos sido salvos pela maravilhosa graça de Deus, somos chamados a servir a Jesus Cristo. Somos criados em Cristo Jesus “para as boas obras” (Ef. 2:10). Se um cristão é preguiçoso e carnal, ele será castigado pelo Senhor (Heb. 12:6-8) e, se ele não responder corrigindo-se, Deus o mandará para casa [“como que antes do devido tempo”] (Rom. 8:13; 1 Cor. 11:30; 1 João 5:16).

 FILIPENSES 2:12. “De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim também operai a vossa salvação com temor e tremor;” Este versículo não diz que o filho de Deus deve trabalhar PARA [por isso] ser salvo, nem trabalhar PARA CRIAR OU COMPLETAR sua salvação. Ao contrário, este versículo diz que o filho de Deus deve trabalhar ME CONSEQÜÊNCIA de sua salvação. Estas são coisas bem diferentes. Criar minha salvação, ou trabalhar para obtê-la, significa que eu tenho uma parte em minha salvação e que, a menos que eu faça minha parte, eu não serei salvo. Por outro lado deixar minha salvação operar significa que Deus me deu salvação eterna como um dom livre de Jesus Cristo e é Sua vontade que eu O obedeça, não para me salvar ou para ajudar a Deus a me salvar, mas PORQUE eu já estou salvo. O versículo 13 torna claro que é Deus que provê a completa salvação. Obediência, vida em santidade, é a evidência da salvação. A vida cristã é um milagre de Deus criado por Ele. O poder da vida cristã é abrigar o Santo Espírito, mas o cristão não é passivo. Ele é exortado a se deixar ser controlado pelo Espírito (Ef.5:18), a se deixar ser dirigido pelo Santo Espírito (Rom. 8:14), a caminhar com o Santo Espírito (Rom. 8:4; Gal. 6:25), a pensar as coisas do Espírito (Rom. 8:5).

 FILIPENSES 3:9-14. “... 11 Para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dentre os mortos. 12 Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. ...” Como podemos saber que o versículo 11 não está se referindo a ganhar a salvação através de esforço diligente? (1) o contexto não está se referindo à salvação de Paulo, mas ao seu chamado. Ele se esforçou para cumprir a perfeita vontade de Deus para sua vida. Os versículos 10 e 14 não deixam dúvida sobre o sentido da passagem. Divorciá-lo do contexto, dizendo que Paulo estava inseguro de possuir a eterna salvação nega o claro ensinamento das Escrituras e joga a Bíblia em confusão contraditória. (2) Paulo disse estar tentando ganhar um “prêmio” [recompensa por bons serviços] (Fl. 3:14), mas, em contraste, salvação é um “presente” [logo recebido gratuitamente, sem ser uma recompensa por obras] a ser usufruído (Ef 2:8,9). (3) Sabemos que Paulo não estava afirmando em Filipenses 3 que estava inseguro de que iria ser ressuscitado para fora da morte, porque em sua própria epístola e em outros pontos ele enfatizou a certeza da ressurreição e a eterna segurança do crente (Fl. 2:20,21; 1:6; 1 Cor. 15:51-58). O Senhor Jesus Cristo prometeu ressurreição a todo crente (João 11:25,26). (4) Filipenses 3:11 é explicado em 1 Timóteo 6:12 e 2 Pedro 1:10-11, que ensina que nós “tomamos posse da vida eterna” e preparamos uma abundante entrada no reino eterno de Cristo por nosso serviço a Cristo neste mundo. Isto está falando de recompensas e coroas.

 TIAGO 2:24. “Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé.” Os católicos romanos, os membros das seitas, e outros que negam o Evangelho da Graça de Jesus Cristo, gostam de se voltar a Tiago 2:24 para “provar” que a salvação não é somente pela graça de Cristo e somente através da fé, mas que as obras são necessárias. Considere as três observações seguintes: Primeiro: o contexto é crucial para se entender qualquer passagem bíblica. Ignorar o contexto é encher a Bíblia de contradições. Tiago não se referia a salvação, ele se referia à vida cristã. Observe o versículo 14... “meus irmãos...” Ele está contrastando a fé morta com a verdadeira fé bíblica (vers.14-17). “Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma” (versículo 17). Ele está dizendo que a verdadeira fé é evidenciada pelas obras. Paulo, por outro lado, se refere diretamente à salvação, no livro de Romanos. O pecador deve crer exclusivamente na graça de Jesus Cristo para a salvação. “4 Ora, àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida. 5 Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça. 6 Assim também Davi declara bem-aventurado o homem a quem Deus imputa a justiça sem as obras, dizendo:” (Romanos 4:4-6). Não há contradição se alguém considera o contexto de cada afirmativa. Paulo se refere à perspectiva do pecador não salvo. O pecador deve confiar exclusivamente em Jesus Cristo para sua salvação. Ele deve rejeitar suas próprias obras torpes(Isaias 64:6) e toda a sua própria justiça (Romanos 9:30-33) e confiar inteiramente no Senhor Jesus Cristo, confiando completamente em Sua perfeita e completa redenção. Tiago, por outro lado está se referindo à perspectiva cristã. O cristão afirma ter fé em Jesus Cristo. Ele deve, portanto, diligentemente servir a Deus e andar em Seus mandamentos. Os que vivem em rebelião e ignoram a Palavra de Deus demonstram que não possuem a verdadeira fé salvadora e estão se enganando. Segundo, Tiago e Paulo estão se referindo a dois eventos diferentes na vida de Abraão. Paulo em Romanos 4:1-4 se refere à salvação de Abraão que ocorreu cedo em sua vida e que está registrada em Gn 15:5-6. Tiago, por outro lado, se refere ao teste de Abraão que ocorreu 20 anos depois (Tg 2:21-24; Gênesis 22:1-18). Abraão foi salvo pela fé sem obras, mas sua salvação e sua fé foram EVIDENCIADAS e DEMONSTRADAS por sua obediência. Terceiro, o ensino de Tiago não é diferente do dos outros apóstolos. Todos eles ensinaram que a verdadeira fé produz obras. Considere a clássica passagem em Efésios 2:8-10 “8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. 9 Não vem das obras, para que ninguém se glorie; 10 Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.” Esta passagem põe a fé e as obras em sua ordem adequada. É só a fé que nos liga à gratuita salvação oferecida por Jesus Cristo. Esta salvação é um dom. Nossas obras nada têm a ver com ela e nada podem acrescentar à completa salvação em Jesus Cristo. As obras, ao invés, vêm depois da salvação e são dela o resultado, a conseqüência, sendo criadas por Deus no pecador crente. Considere também Tito 3:4-8; Hebreus 6:9; 10:39; 1 João 3:6; 3 João 11. Isto é exatamente o que Tiago ensina. Ele diz haver dois tipos de fé: a fé que salva e a falsa fé. Os demônios têm fé mas não a fé salvadora (v. 19). Alguns dirão não ser importante como se reúne essas coisas. Um homem diria: as obras seguem a salvação; outro diria: as obras são uma parte da salvação. Qual a diferença? A diferença é ENORME. É a diferença entre salvos e perdidos, entre céu e inferno. Se eu penso que minhas obras e minha justiça e minha obediência e me manter dentro da lei é uma parte da salvação, mesmo uma pequena parte da salvação, estarei negando a perfeita suficiência de Jesus Cristo e da Sua expiação. (Heb 10:14): “Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados.” Eu não posso acrescentar um jota que seja a esta perfeita salvação que é gratuitamente oferecida através de Jesus Cristo. Romanos 3:24: “Sendo justificados GRATUITAMENTE pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.” Se as obras ou os sacramentos da Igreja ou obedecer à lei são necessários em qualquer sentido e também para a salvação, a salvação não é GRATUITA e a Bíblia é uma mentira. Acrescentar qualquer coisa ao evangelho da graça de Cristo é trazer a maldição de Deus (Gal. 1:6).

 1 PEDRO 1:9. “Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas.” Primeiro, consideremos o que este versículo não significa. Ele não significa que a salvação é um processo ou que a salvação é incerta. O contexto extrapola tal ensinamento. Os versículos 3-5 nos dizem que a salvação do crente está estabelecida e é certa. O crente é nascido de novo, tem uma esperança viva, possui uma herança que já está reservada no céu e é mantida pelo poder de Deus. Quando a Bíblia fala da esperança do crente, ela usa o termo diferentemente do modo como a esperança é comumente usada hoje. A esperança do crente não tem elemento de incerteza. Em Heb 6:18-19 ela é descrita como “uma firme consolação” e “uma âncora da alma, segura e firme”. A razão do crente ter tal confiança e segurança é que sua salvação é completamente dependente de Jesus Cristo e nada tem a ver com suas próprias obras. O que o versículo significa, então? Dois de seus maravilhosos ensinamentos são: (1) A salvação tem evidências (Heb. 10:38,39). A verdadeira fé funciona [isto é, produz obras]. A salvação é pela graça somente, somente através da fé em Jesus Cristo sem obras. (Ef. 2:8-9), mas a salvação também produz o fruto das boas obras (Ef. 2:10). (2) A salvação tem diferentes aspectos. Há um aspecto passado, presente e futuro da salvação. O crente foi salvo das eternas conseqüências do pecado; ele está sendo salvo do poder do pecado em sua existência terrena; e em seu futuro lar celestial ele terá sido salvo da própria presença do pecado. Quando 1 Pedro 1:19 diz que o crente receberá a salvação como o produto final de sua fé, isto é a que ele está se referindo. Isto não implica que sua salvação seja incerta até o fim. 

 1 PEDRO 4:18. “E, se o justo apenas se salva, onde aparecerá o ímpio e o pecador?” O justo com dificuldade será salvo no sentido de que a salvação é impossível longe do dom gratuito de Deus através de Jesus Cristo. Se julgados por nossas vidas terrenas, se julgados por nossas obras, todos nós pereceremos. Mesmo as vidas retas dos cristãos nascidos de novo ficam longe da glória de Cristo e da santidade que Deus requer de nós. Nossa única esperança é a retidão de Jesus Cristo que nos é oferecida como um dom gratuito, imerecido (2 Cor. 5:21). Mesmo a retidão dos religiosos fariseus foi insuficiente (Mt 5:20). Deus requer obediência perfeita à Sua lei e nenhum homem pode consegui-lo. Assim, a salvação deve ser um dom da retidão de Deus dada através de Jesus Cristo.

 2 PEDRO 2:20-22. “20 Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro. 21 Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado; ....” Embora essa passagem seja freqüentemente usada para provar que a eterna segurança não é verdadeira, ela realmente não diz nada a respeito da salvação. O contexto é o de falsos mestres que promovem heresias que levam à condenação [no inferno] e que negam o Senhor (v.1). Deveria ser óbvio que os homens salvos não são o foco dessa passagem, mas os hipócritas e enganadores. Qualquer interpretação que diga que esses são homens salvos que perdem sua salvação foge do contexto. O fato de que “tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro” e “melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça” não implica que eles foram salvos e agora estão perdidos. Eles são cães e porcos que não foram mudados (v. 22). O fato de terem voltado à sua perversão prova que eles nunca se regeneraram. Quando o contexto é levado em conta, não há realmente problema nessa passagem em relação à doutrina da eterna segurança.

 HEBREUS 6:4-6. “4 Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo. 5 E provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, 6 E recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério.” Esta passagem se refere aos falsos crentes. Como sabemos? (1) Eles experimentaram (provaram) mas nunca [realmente engoliram e, assim, realmente] beberam ou comeram (contraste com João 6:54). (2) Os que recaem não podem ser salvos novamente. Isto mostra o erro daqueles que ensinam que um crente pode perder sua salvação [e reganhá-la depois de se arrependerem e crerem de novo, perdê-la depois de ... e reganhá-la depois de ... , e ... num ciclo de muitas voltas]. (3) A diferença entre o verdadeiro crente e o falso é o fruto e a evidência (vs. 7,8). (4) Paulo afirma claramente que ele não está se referindo aos verdadeiros crentes (v.9).

 HEBREUS 10:26-29. “26 Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, 27 Mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários. 28 Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas. 29 De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?” O pecado proposital no v.26 não se refere ao pecado em geral, mas a um pecado particular, descrito no resto da passagem. A Bíblia nos ensina claramente que os cristãos pecam após terem sido salvos (1 João 1:8-10; 2:1-2). Não há perfeição sem pecado na vida cristã. Nossa perfeição e retidão estão em Jesus Cristo posicionalmente (1 Cor. 1:30; 2 Cor. 5:21). O pecado para o qual não há perdão é o pecado de “considerar o sangue da aliança como coisa não santa”. Isto significa negar que a salvação foi somente pelo sangue e graça de Cristo. No contexto imediato a que o livro de Hebreus se refere, ele se refere aos judeus que professaram confiança em Cristo; mas, por causa da pressão e perseguição, retornaram à sua religião morta e assim desistiram da confiança em Cristo. A falsa religião, então e agora, tentar substituir a salvação de Cristo por um sistema feito por homens, ou acrescentam à salvação de Cristo um sistemas feito por homens. O catolicismo é um exemplo deste último caso. Ela prega a Cristo, mas interpõe seus próprios sacramentos e sacerdócio e santidade juntamente com a graça de Cristo. Este é um falso evangelho que rouba a glória de Cristo como único Salvador e Mediador. Se Cristo não é o Salvador completa e exclusivamente, Ele não é de todo o Salvador de modo nenhum. Se, em qualquer sentido, a graça é misturada com as obras [como causas ou complementadoras ou asseguradoras da salvação], o Evangelho está pervertido, e não há salvação num evangelho pervertido (Rom. 11:6; Gal. 1:6-9).

 HEBREUS 12:15-17. “15 Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem. 16 E ninguém seja devasso, ou profano, como Esaú, que por uma refeição vendeu o seu direito de primogenitura. ....” Falhar em relação à graça de Deus não significa que se perde a salvação; significa deixar de ser salvo. O contexto torna isto claro, com o exemplo dado de Esaú. Ele não era um crente, embora fosse nascido numa família de crentes. Ele era um homem do mundo e nunca fez caso de nada das coisas de Deus. Ele pensou que uma tigela de sopa era mais valiosa que seu direito de primogenitura como filho de Isaac. Como o livro de Hebreus ensina a segurança eterna? Alguns pensam que o livro de Hebreus coloca problemas irrespondíveis sobre a doutrina da segurança eterna, mas o oposto é verdade. Dos seguintes modos, o livro de Hebreus afirma fortemente esta doutrina bíblica: 1. A Purificação por Cristo promete segurança (Heb. 1:3). 2. O Repouso de Cristo promete segurança (Heb. 4:10). 3. A Esperança em Cristo promete segurança (Heb. 6:17-19). 4. O Sumo sacerdócio de Cristo promete segurança (Heb. 7:25,26). 5. O Sangue de Cristo promete segurança (Heb. 9:12,26; 10:14). (a) Temos a eterna redenção através de Seu sangue (Heb. 9:21). (b) O pecado é aniquilado através do Seu sangue (Heb. 9:26). (c) Somos santificados de uma vez por todas através do Seu sangue (Heb. 10:10). (d) Somos aperfeiçoados para sempre através do Seu sangue (Heb. 10:14). 6. A Aliança de Cristo promete segurança (Heb. 8:12; 10:16-19).

 CONCLUSÃO Eu não professo estar apto a responder a qualquer questão que possa surgir deste assunto. Nenhum homem pode. A segurança eterna, porém, é uma doutrina bíblica que tem satisfeito e abençoado meu coração por 29 anos. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3:16 BRP) A Bíblia ensina claramente que aqueles que são verdadeiramente nascidos de novo evidenciarão sua salvação [sem perfeição mas sem dúvidas com alguns frutos] e prosseguirão [incessantemente, sem perigo de interrupção final nem temporária] com o Senhor (João 10:27-28; 1 Cor. 15:1,2; Col. 1:21-23; Heb. 6:4-9; 10:38; 1 João 3:3). Aquele que permanentemente peca demonstra que não pertence ao Senhor em primeiro lugar (Heb. 12:5-8). Se um cristão professo assassina alguém, isto provavelmente prova que ele não foi genuinamente salvo. O Apocalipse 21:8 é similar a 1 João 3:9. Essas passagens não estão falando de [somente] um ato de pecado mas de um modo de vida de pecado. Se essas passagens se referem a [somente] um ato de pecado, ninguém pode ser salvo. É óbvio, por essas passagens, que um cristão pode [ainda tem a capacidade de desagradar a Deus e] cometer qualquer ato de pecado, incluindo idolatria e adultério (1 John 1:8-10). Por isso somos muitas vezes advertidos a não cometermos esses maus atos (1 Cor. 6:18; 10:6,14; 1 João 5:21). A salvação deve ser colocada numa inteiramente e eternamente nova posição em Jesus Cristo. A velha carne não pode ser redimida. Ela só pode ser condenada e crucificada. Nossa nova posição em Cristo é que nosso velho homem está morto e nós surgimos para uma nova vida em Jesus Cristo. A lei não pode mais nos condenar. Por favor, estudem Romanos capítulo 1 até capítulo 8 muito cuidadosamente, pois ali está a chave da adequada compreensão da salvação e a única perfeição que poderemos ter é aquela que recebemos de Jesus Cristo por causa da Propiciação que Ele comprou no Calvário. Mesmo um [pecado] pecado me manterá fora do céu mas, louvado seja Deus, uma vez que eu estou em Cristo, eu não tenho nenhum pecado restante [quanto o aspecto jurídico da salvação]. Ele os eliminou para sempre. 
 David Cloud Traduzido por Jeanne Rangel, set/2006.
 [Tudo entre colchetes são explicações adicionadas por Hélio]