quinta-feira, 19 de junho de 2008

O lugar que se é...

Toda a estrutura humana é uma estrutura de poder e domínio, quando nos reunimos como grupo humanos, seja em que termos for, sempre partimos da necessidade de controle e de construção de símbolos que nos identifique. Jesus falou sobre isso quando diz que no mundo a forma de governo é aquela que diz respeito ao domínio da força, portanto qualquer estrutura que represente esse tipo de organização, o domínio pela força, seja essa força física ou de outra forma, esta fora daquilo que Jesus chamou de sua Igreja. Jesus disse que a forma de sua igreja seria uma comunidade de servos, que se reuniriam em nome dele, para sua glória. Quando Jesus sobe aos céus duas estruturas se formam, a da Igreja de jerusalém e a das comunidades formadas por Paulo. Na primeira eles se reuniam ainda no Templo, mas era nas casas que aconteciam a comunhão daqueles que eram do Caminho, era assim que os cristão se reconheciam antes de serem denominados cristãos. NO caso de Paulo ele usará a estrutura da sinagoga judaica para se reunir, mas isso era uma estratégia já que lá eles tinham conhecimento da Lei de Deus. Quando a Igreja se separa do movimento judaico, a estrutura organizacional vai ser mais parecida com a sinagoga e com características gregas. Dessa forma a estrutura não era o principal nesse momento, mas duas coisas foram deixadas claras pelos escritores do novo testamento, que diz respeito a nova Lei. Primeiro eles reforçaram a idéia de que Deus não habita em templos feitos por mão humanas, segundo que o homem era o templo de Deus na pessoa do Espírito Santo. Dessa forma a comunidade de Jesus se dava na reunião dos discípulos, ou seja daqueles que estavam andando da forma com que Jesus ensinou. Não era o lugar onde se ia, os discipulos antigos nunca usaram expressõe referentes a igreja como algo fora deles, isso é pagão, se reforçou com a instituição da religião cristã como oficial do império Romano e com a construção de templos. Segundo, essa compreensão estava de acordo com as profecias que dizem respeito a morado do Espírito no crente, dessa forma Deus não se manifestaria mais em lugares geográficos (templo) e sim na vida do crente. A visão correta de Igreja hoje nos ajuda de duas formas, primeiro nos liberta de ídolos humanos ( a igreja como lugar que se vai e não aquilo que se é) e do controle e poder que se formou a partir da idéia de um clero especial. A reforma protestante trouxe novamente a idéia do sacerdócio universal de todo o crente, mas as estruturas institucionais impediram que essa reforma fosse mais profundo nas questões referentes ao entendimento da reunião da igreja. Ainda temos muito forte a idéia de um clero especial e de um lugar especial como fundamental para a existência da Igreja. A igreja se define como comunidade dos que caminham no exemplo de cristo, dos crentes em Jesus, que podem se reunir de várias formas e onde todos são sacerdotes.

É isso NO Espírito de Cristo
Dani

2 comentários:

james disse...

Graça e paz vos sejam multiplicadas.

Fidedigna sua exposição da realidade sobre o local "igreja"...

As denominações distorcem o verdadeiro sentido de união, por assim dizer, conforme faz-nos lembrar a afirmação de Richard C. Halverson, quando diz:

"No início, a igreja era um grupo de homens centrados no Cristo vivo. Então, a igreja chegou à Grécia e tornou-se uma filosofia. Depois, chegou à Roma e tornou-se uma instituição. Em seguida, à Europa e tornou-se uma cultura. E, finalmente, chegou à América e tornou-se um negócio."

Fraternalmente.
James.
www.jesusmaioramor.blogspot.com

Daniel Savedra disse...

Bela Citação James. Acredito que Halverson coloca de forma brilhante , principalmente a questão do comércio, o pior é que nossos modelos são americanos. Portanto fica a pergunta...isso é igreja ou empresa?

Daniel