quinta-feira, 19 de junho de 2008

Não me canso de cantar Teu amor!

O amor de Deus é tremendamente impressionante, talvez nossa capacidade de pensar chegue a enteder os mistérios do universo criado, desvendar as profundezas da alma, criar coisas inimagidas...mas como podemos entender o Amor Dele? O amor de Deus , o pouco que sabemos é revolucionador no sentido estrito da palavra, dentro da perspectiva de ruptura transformadora. Não conheço outra força que no meio da dor, traz paz a alma ferida, que na ausencia de vida produz certeza da esperança eterna...
Não encontro outra força no Universo, Ó Deus, que não a do teu amor para retirar minha alma daquele lugar que só Tu e eu sabemos... Mas sabe da verdade Ó Amor...é que eu não estou fora desse lugar, descobri que aqui, no lugar mais distante daquilo que eu imaginava encontrar sentido, encontrei a luminosidade da Tua presença, como numa fossa abissal, lugar destituido dessa possibilidade de luz ser inundada por aquilo que mente nenhuma pode entender.
Teu amor todos os dias me surpreende, me surpreende porque através de coisas simples Tu me fazes entender a Tua mensagem, e todos os dias eu a recebo de uma forma ou outra, mas sempre a mesma: "Sou Amor e é isso que me define, e onde quer que tu estejas eu, o Amor, estarei".

O lugar que se é...

Toda a estrutura humana é uma estrutura de poder e domínio, quando nos reunimos como grupo humanos, seja em que termos for, sempre partimos da necessidade de controle e de construção de símbolos que nos identifique. Jesus falou sobre isso quando diz que no mundo a forma de governo é aquela que diz respeito ao domínio da força, portanto qualquer estrutura que represente esse tipo de organização, o domínio pela força, seja essa força física ou de outra forma, esta fora daquilo que Jesus chamou de sua Igreja. Jesus disse que a forma de sua igreja seria uma comunidade de servos, que se reuniriam em nome dele, para sua glória. Quando Jesus sobe aos céus duas estruturas se formam, a da Igreja de jerusalém e a das comunidades formadas por Paulo. Na primeira eles se reuniam ainda no Templo, mas era nas casas que aconteciam a comunhão daqueles que eram do Caminho, era assim que os cristão se reconheciam antes de serem denominados cristãos. NO caso de Paulo ele usará a estrutura da sinagoga judaica para se reunir, mas isso era uma estratégia já que lá eles tinham conhecimento da Lei de Deus. Quando a Igreja se separa do movimento judaico, a estrutura organizacional vai ser mais parecida com a sinagoga e com características gregas. Dessa forma a estrutura não era o principal nesse momento, mas duas coisas foram deixadas claras pelos escritores do novo testamento, que diz respeito a nova Lei. Primeiro eles reforçaram a idéia de que Deus não habita em templos feitos por mão humanas, segundo que o homem era o templo de Deus na pessoa do Espírito Santo. Dessa forma a comunidade de Jesus se dava na reunião dos discípulos, ou seja daqueles que estavam andando da forma com que Jesus ensinou. Não era o lugar onde se ia, os discipulos antigos nunca usaram expressõe referentes a igreja como algo fora deles, isso é pagão, se reforçou com a instituição da religião cristã como oficial do império Romano e com a construção de templos. Segundo, essa compreensão estava de acordo com as profecias que dizem respeito a morado do Espírito no crente, dessa forma Deus não se manifestaria mais em lugares geográficos (templo) e sim na vida do crente. A visão correta de Igreja hoje nos ajuda de duas formas, primeiro nos liberta de ídolos humanos ( a igreja como lugar que se vai e não aquilo que se é) e do controle e poder que se formou a partir da idéia de um clero especial. A reforma protestante trouxe novamente a idéia do sacerdócio universal de todo o crente, mas as estruturas institucionais impediram que essa reforma fosse mais profundo nas questões referentes ao entendimento da reunião da igreja. Ainda temos muito forte a idéia de um clero especial e de um lugar especial como fundamental para a existência da Igreja. A igreja se define como comunidade dos que caminham no exemplo de cristo, dos crentes em Jesus, que podem se reunir de várias formas e onde todos são sacerdotes.

É isso NO Espírito de Cristo
Dani

Tu que criastes a luz!


Como gosto dessa expressão de que Deus é Luz. É claro que Ele não é, porque a luz é crição Dele! Ele é mais que isso...mas no inverno, aqui no sul, a luminosidade deixa a paisagem tão bela, as coisas ficam mais nítidas, as cores mais vivas!
Entendo porque usa-se esse atributo de luz para Ele...é porque Ele torna todas as coisas assim: Belas, nítidas e vivas
!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Todas as coisas se fundem!

Bem aventurado Senhor aquele que se esconde em Ti... não no tempo da aflição, mas em todo o tempo. Bem aventurado Senhor aquele que se esconde no Teu amor...não no romantismo do amor das divindades, mas Naquele que é amor, amor que não confunde.
Esses estarão escondidos no lugar de onde podem vislumbrar todas as belezas, todos os sentidos de existir, vislumbrar onde o céu toca a terra, onde o natural é tocado pelo espiritual e o espiritual tocado pelo natural, onde essas coisas se fundem e não se encontra mais divisão, porque aqueles que estão em Ti percebem que tudo criastes como um todo, sem distinções e divisões .
Bem aventurados Senhor aqueles que se aventuram em Ti e encontram o grande tesouro, teu reino em nós! Tua luminosidade em nós...Tua presença, pois aquele que está em Ti só pode porque Estas neles.

A lealdade do amor Divino

A teologia geralmente tratou Deus de uma forma fria e cauculista, sua visão de Deus era um Deus grande e intocável. No conceito da imutabilidade de Deus, distanciou-o de nossas emoções, porque elas representavam fraqueza e instabilidade. Como poderia ser Deus instável? Deus não se arrepende, portanto não pode haver nele nenhuma dessas fraquezas ligadas a emoção humana.
Parece ser estranho que aqueles que defendem essa teologia tradicional dizem que esses conceitos de Deus são retirados da Palavra Dele, mas no texto Bíblico eu vejo um Deus diferente. O Deus Bíblico é tocado pelas emoções humanas, sua paixão é demonstrada como um que sente-se traído pelo objeto de seu amor, Ele se envergonha da prostituição de sua amada, fica irado e na Sua ira julga as ações daqueles que negam a fidelidade Dele. A história de Israel é uma descrição dessa relação erótica, sempre descrito como uma descrição do amor de um homem e uma mulher, do marido e da esposa, do noivo e da noiva. E nessas descrições encontra-se sim muitas "emoções" de Deus. Yavé é um Deus emotivo, que não é insensível nem a devoção humana e nem aos seus sentimentos profundos por esse ser a quem Ele ama.
No Salmo 147 tem um texto muito bonito, de que Ele se agrada daqueles que colocam sua confiança no seus amor leal. Ele se agrada...bem diferente daquele Deus distante "imutável" e "grande". Meus Deus é sim imutável, imutável no seu amor apaixonado por suas criaturas, grande na sua tentativa de agarrar aqueles a quem Ele ama.